Trabalhar com criatividade é tudo que precisamos para ter uma
rotina feliz. Não temos mais alunos em nossa oficina, pois estamos nos
dedicamos mais em produzir peças. Vamos nos preparar para criar um
ambiente mais acolhedor para futuros alunos de artesanato, arte e quem
sabe, de marcenaria artística.
A
pedagogia me ensinou que a melhor forma de aprender é fazendo e o
processo de aprendizado ocorre naturalmente quando há dedicação e muito
afeto naquilo a que propomos fazer.
Nosso
primeiro modelo surgiu assim por acaso, numa necessidade de alavancar
nosso jardim em fase de criação. As madeiras foram reaproveitadas da
nossa obra e valorizando o meio ambiente como nós valorizamos,
aproveitamos todos os resíduos possíveis, até mesmo as serragens. Só
trabalhamos com madeira de reflorestamento totalmente legalizadas.
O nº 0001
Há tempos que estávamos imaginado um
banquinho pra Manu, até que um dia o Romeu acordou inspirado. Pegou as
madeiras que estavam guardadas para futuros reparos na casa e fez uma
baqueta. Não ficou bonita, mas reaproveitou restos que iriam para o
lixo. A madeira é o segundo resíduo com dissolução rápida na natureza,
depois do papel, se dissolve em 6 meses. Na verdade, todos os nossos
móveis e boa parte das nossas casas deveriam ser de madeira, nada de
vidro ou outros materiais sintéticos. O vidro leva em torno de 4.000
anos para se dissolver. Na verdade, ele não pode ser dispensado na
natureza, é 100% reciclável, porém há que se fazer uma campanha para que
todos colaborem com a gestão dos resíduos sólidos e orgânicos. É
preciso uma política eficaz de replantio de árvores para que essa
matéria-prima nunca se acabe. Na verdade não são as madeireiras que
destroem as florestas e sim outros setores como o imobiliário e o agro
negócio. Nenhuma árvore é desperdiçada, pois vendem todas elas. Uma área
desmatada é mais fácil para ser loteada e vendida para fazendas de
criação de gado e plantio de alimento. Não quero defender madeireiras,
mas elas só derrubam áreas já negociadas, muitas vezes por autoridades
públicas. A indústria que precisa de madeira como matéria-prima, planta
sua própria árvore e ainda compensa fazendo reflorestamento em locais
degradados. Como discutir o que comer e o que usar como moradia sem
pensar em material de confecção de artefatos? O tecido, por mais natural
que seja, precisa da plantação do algodão que desmata também.
O que nos resta fazer senão reduzir ao
mínimo, o uso só para nossa sobrevivência, sem enriquecimento, pois
este não tem limite, quanto mais se tem, mais se quer ter.
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